A classe C ajudou a expandir o mercado interno no país. E, mesmo com a crise, ainda é a melhor aposta para quem quer vender em 2009

A família de Edson José de Matos e Simone Alves da Silva(foto abaixo), que mora no Aricanduva, bairro da zona leste de São Paulo, vai aumentar. Simone está grávida de três meses do quarto filho. O casal ainda nem sabe o sexo do bebê, mas já decidiu que é hora de trocar o carro. Eles têm um Fiat Uno ano 93 e pretendem substituí-lo por um automóvel com sete lugares para comportar toda a família. Edson e Simone ainda não escolheram o modelo do carro, mas sabem que precisarão poupar. A renda mensal da família gira em torno de 2 500 reais, fruto do salário dele como vendedor. “Não queremos fazer dívida”, diz a dona-de-casa. “É melhor juntar o dinheiro e comprar à vista.” O clima de crise deixou mais apreensivo o casal, que, além de economizar para a aquisição do carro novo, está terminando a reforma do sobrado em que vive. Os gastos recentes, incluindo também a compra de uma TV para o quarto das três filhas, e os planos futuros resultaram na decisão de tirar as meninas da escola particular e colocá-las na rede pública. “A mensalidade ficou pesada demais para nosso orçamento. Mas queremos que elas voltem para a escola particular no ano que vem”, diz Simone.
 

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