Posted on novembro 13th, 2008 in
Marketing
“A era digital está mudando a maneira como as pessoas consomem a mídia”. A frase é de Sérgio Prazeres, Diretor de Mídia da DPZ.Portal AcontecendoAqui | 12/11/08 | Uiara Sousa Zilli | Trabalhar no micro, ouvindo rádio e falando ao telefone, com as revistas espalhadas sobre a mesa. Ser informado das notícias pelo jornal de manhã, pela internet à tarde e pela TV à noite. Receber mensagens pelo celular com notícias em tempo real. Não dá para negar; a convergência de mídias já é um fato. É preciso apenas entender como esse processo acontece e de que maneira os profissionais podem se adaptar a essa “nova era”, onde as informações são propagadas quase que instantaneamente. Esse novo perfil do profissional de comunicação, a importância das marcas num contexto digital, a convergência e os modelos de publicidade on-line são discutidos pelo publicitário Sérgio Prazeres, Diretor de Mídia da DPZ.Prazeres faz questão de ressaltar que a mídia está se fragmentando rapidamente e um bom profissional precisa saber se adaptar a todas essas possibilidades e segmentações. “Hoje, um bom publicitário precisa saber trabalhar com todos os tipos de mídia e precisa ter em mente que esse processo está interligando a vida das pessoas,”declara. Segundo ele, o mais interessante é que as pessoas já aceitam que tudo é mídia, que mídia é conteúdo e que tudo está mudando. “A era digital está mudando a maneira como as pessoas consomem a mídia. E isso veio para ficar. É para sempre. O que eu vejo é que a maneira como as pessoas consomem mídia vem mudando aceleradamente. Para se ter uma idéia, hoje não é mais a televisão que controla o público, o processo se inverteu e as pessoas têm total poder sobre a televisão, inclusive com poder de comando e interatividade”, argumenta.
Prazeres lembrou ainda que as mídias digitais, como internet ou telefones celulares, vão ter, cada vez mais, um espaço considerável no planejamento de publicidade das empresas. E lidar com essa mudança, segundo ele, exige novas habilidades dos grandes grupos de propaganda. Ele explica que mais do que uma nova configuração tecnológica para as comunicações, a convergência digital dos meios caminha para um modelo inovador de distribuição de conteúdos e imprime suas marcas na cultura, na economia e na política do país. “As empresas de propaganda precisam se adaptar a esta nova realidade e, principalmente, a essa nova velocidade com que os conteúdos necessitam ser difundidos no mercado”, conclui.