Entasopia
Ao leste da África, uma estrada de cerca de 160 quilômetros, ora areia, ora terra batida, liga a capital Nairóbi a uma pequena cidade chamada Entasopia. Nela vivem aproximadamente quatro mil habitantes à luz de lampiões de querosene ou de fogueiras. O saneamento básico é nulo, jornais chegam uma vez por mês. Na semana passada, porém, a população que jamais experimentou acionar um interruptor e acender uma lâmpada aprendeu a ligar computadores. Isso aconteceu a partir do trabalho técnico de uma equipe de engenheiros da Universidade de Michigan, nos EUA, que contou com o apoio financeiro do Google. Eles instalaram na cidade uma potente antena de satélite que, através de um painel de energia solar, conecta dezenas de computadores do centro comunitário de Entasopia ao universo virtual. A chegada dessa realidade está transformando a vida desse vilarejo e de dezenas de outros povos em regiões extremas ou quase inóspitas. Dos gelados picos do Monte Everest a algumas ilhas localizadas em pleno oceano Atlântico, o conglomerado de redes de milhões de computadores em escala mundial está quebrando, assim, o isolamento cultural, tecnológico e geográfico.
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