Luluzinha agora é teen
Há, segundo especialistas, uma relação direta entre a construção da identidade e os passatempos infantis. Quando a personagem Luluzinha foi criada, em 1935, as meninas eram adestradas para ser donas-de-casa. No apogeu do sucesso de seu gibi, nos anos 70 a 90, ela já tinha um perfil mais libertário: combatia o machismo elaborando mil estratégias para botar seus pezinhos no Clube do Bolinha, cujo lema era “Menina não entra”. Mas nada como a passagem do tempo para nivelar os interesses. A galera cresceu e volta bem diferente na revista Luluzinha teen e sua turma (96 págs., R$ 6,40), um lançamento da Ediouro por meio do selo Pixel, que chegará às bancas no dia 5 de junho. Adolescentes, eles agora frequentam o mesmo universo e se ocupam com questões semelhantes: ficar, pegar onda, praticar skate, ir ao shopping, ser fera na internet. “A turma da Luluzinha tem todos os elementos para agradar à garotada de 10 a 15 anos, que irá se identificar”, diz Daniel Stycer, editor-chefe do projeto. “E muita gente grande também vai gostar, pois mantivemos elementos básicos da versão infantil, como o bom humor, e trouxemos os personagens para a realidade de hoje.” A aposta da editora é alta – investimento de R$ 1 milhão e tiragem inicial de 100 mil exemplares. Clique AQUI para continuar lendo na revista IstoÉ.

