O estádio virou shopping
Marketing esportivo
Revista Exame
O modelo de negócios dos clubes brasileiros sempre se apoiou na venda de jogadores para equipes estrangeiras. O São Paulo talvez tenha sido um dos primeiros a descobrir que, ao se financiar também fora de campo, pode manter jogadores à altura dos times do exterior. Mas já não é o único clube brasileiro a perceber a importância dessa estratégia. O modelo “estádio- shopping”, por exemplo, vem sendo perseguido por outros clubes, como Palmeiras e Coritiba, que já começaram a adaptar suas arenas para atrair grandes patrocinadores. “Os clubes brasileiros estão se dando conta do quanto suas marcas são valiosas”, afirma o economista Ricardo Araújo, especialista em gestão de arenas esportivas. A recente contratação do craque Ronaldo pelo Corinthians é um bom exemplo dessa nova mentalidade. Para que o Fenômeno pudesse engrossar as fileiras do time – e, com isso, aumentar o faturamento -, foi celebrado um acordo inédito no futebol nacional. O jogador terá direito a 80% da receita obtida com a venda dos espaços publicitários nas mangas da camisa e no calção dos jogadores – algo em torno de 10 milhões de reais por ano. A receita com os anúncios no restante do uniforme pertencerá ao Corinthians, que aposta no poder da concorrência entre os possíveis candidatos para elevar seu faturamento. No bilionário negócio do futebol, erguer a taça de campeão é apenas uma parte do desafio. A outra vem antes: arrumar recursos fora de campo que financiem a vitória dentro das quatro linhas.
Clique AQUI para ler a matéria completa.

