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	<title>Marketing Profissional &#187; carreira</title>
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		<title>Trabalho. Depois, sucesso.</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Nov 2008 14:52:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bento Peixoto</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.marketingprofissional.com/wordpress/wp-content/uploads/2008/11/madonna.jpg" title="madonna.jpg"></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.marketingprofissional.com/wordpress/wp-content/uploads/2008/11/madonna.jpg" alt="madonna.jpg" /></p>
<p></a></p>
<p align="center">Por trás da fama e da fortuna de US$ 475 milhões, existe uma mulher que trabalha duro para se manter no topo do show biz.</p>
<p>IstoÉ | Ivan Claudio e Natália Rangel | 28/11/2008</p>
<p>Uma das lendas mais repetidas entre amantes da música pop diz que em 1978 uma garota do interior dos EUA chegou ao aeroporto JFK, em Nova York, com US$ 35 no bolso e duas sapatilhas de balé. Ela nunca tinha saído de sua cidade, jamais tinha andado de táxi, e muito menos viajado de avião. Seu nome era Madonna Louise Ciccone, hoje mundialmente conhecida como Madonna. Passadas três décadas, os US$ 35 que trazia no bolso foram multiplicados mais de dez milhões de vezes. É uma fortuna real de US$ 475 milhões que desmonta qualquer lenda. O próprio irmão da cantora, o decorador Christopher Ciccone, faz questão de negar esse conto de fadas da interiorana que nasceu com a estrela da sorte &#8211; a &#8220;lucky star&#8221; que ela já cantou em música. No livro A vida com minha irmã Madonna, diz que &#8220;ela chegou em Nova York com uma boa soma de dinheiro e uma infinidade de contatos&#8221;. Há três meses na estrada com a sua turnê Sticky &amp; sweet tour, Madonna desembarca no Brasil para cinco shows no Rio de Janeiro e em São Paulo a partir do domingo 14 com total controle de uma das carreiras mais bemsucedidas do show biz. Exibindo uma silhueta invejável para uma mulher de 50 anos que já deu à luz duas crianças &#8211; Lourdes Maria, 11 anos, e Rocco, 7 -, ela apresenta uma performance incendiária na qual cada detalhe é tratado com uma cuidadosa operação de marketing. É o mais bem-acabado exemplo de uma profissional que não brinca em serviço.<span id="more-455"></span></p>
<p>Sua rotina, por exemplo, é tão espartana quanto a de um atleta em época de olimpíada. Começa pela alimentação, uma rigorosa dieta orgânica que exclui os embutidos, qualquer derivado de leite, óleo, molhos e temperos. Segundo a sua personal trainer, a estrelada Tracy Anderson, que está viajando com sua cliente mais famosa, esses itens contribuem para ganhar peso, coisa impensável durante uma turnê. E tome ginástica. São duas horas de exercícios diários, seis dias na semana, numa combinação de séries aeróbicas e musculação &#8211; mas os pesos não podem superar 4,5 kg. Antes dos shows, Madonna faz apenas aquecimento e dispensa ferros. Depois de queimar as calorias necessárias para manter as medidas exigidas pelos modelitos (o figurino inclui peças de Givenchy, Roberto Cavalli e de sua nova descoberta, o americano Jeremy Scott), chega a hora da maquiagem. Capitaneada pela maquiadora Gina Brooke, que cuida do visual da &#8220;material girl&#8221; há seis anos, a mágica facial de 45 minutos inclui máscaras hidratantes, creme anti-rugas e um produto para remodelagem do rosto cujas incríveis propriedades são refletir a luz e fazer brilhar a área dos olhos &#8211; e Madonna sabe do poder de sua mirada sedutora.</p>
<p>Gina usa apenas produtos da marca Shu Uemura, objeto de desejo de toda mulher descolada, e fica de plantão no backstage para retocar a cantora a cada mudança de figurino. Tem apenas um minuto e meio para isso. A quem interessar, o batom usado por Madonna é o Rouge Unlimited BG 949. Esse cuidado com a beleza e com a forma física começou bem antes do lançamento do CD Hardy candy, cujo repertório alimenta boa parte da Sticky &amp; sweet tour. Segundo as más línguas, isso contribuiu para a separação do cineasta britânico Guy Ritchie, que detestava, por exemplo, tomar o seu tradicional chá inglês com leite de soja. Além de se mostrar desinteressada pelo sexo, a cantora chegava ao exagero de dormir enfiada num macacão de plástico prateado depois de se lambuzar de um creme à base de óleo de cobra vendido a US$ 1,2 mil. Nada de mais. Esse lado obsessivo e centralizador sempre norteou a vida de Madonna &#8211; e não apenas em relação ao visual e à aparência.</p>
<p>Autor da parte gráfica dos CDs Confessions on a dance floor e Hard candy, o designer brasileiro Giovanni Bianco ficou impressionado com sua força produtiva: &#8220;Trabalho, trabalho, trabalho. Essa mulher trabalha!&#8221;</p>
<p>A própria artista nunca escondeu que administra sua vida e sua carreira como se dirigisse uma empresa: &#8220;A razão de meu sucesso é, em parte, o fato de eu ser uma boa mulher de negócios, mas não acho que as pessoas precisem ficar sabendo.&#8221; Seu &#8220;estilo de gestão&#8221; já virou até tema de manuais de marketing. Um dos que se inspiraram nela para vender seu peixe foi o economista e consultor australiano Colin Barrow. &#8220;não ria. Essa ambiciosa e complexa musa do entretenimento conseguiu chegar ao topo de sua indústria e lá se manter reinventando-se continuamente. os parâmetros de seu trabalho são planejamento, disciplina pessoal e constante atenção aos detalhes&#8221;, escreveu ele. E isso desde o início da carreira. Ela é a primeira filha de uma família de classe média de Detroit, a cidade das grandes montadoras. Após perder a mãe aos 5 anos, foi criada pelo pai, Silvio Ciccone, que tinha uma renda generosa como engenheiro da Chrysler. A artista sempre contou com o suporte da família. Sr. Ciccone chegou a financiar a gravação de alguns dos seus singles, entre eles o primeiro sucesso, Lucky star, de 1982. Na seqüência, ela estourou nas paradas americanas e inglesas com Holiday e ganhou o mundo com o CD Like a virgin, de 1984. Ou seja: em apenas dois anos, Madonna se alçou ao estrelato e de lá não saiu. Já vendeu mais de 280 milhões de álbuns, o que a coloca como a artista mais bem-sucedida da história.</p>
<p>Com tules e laçarotes no cabelo descolorido, meia arrastão rasgada, colares e brincos de pingentes em forma de crucifixo (copiados de Cindy Lauper), Madonna lançou moda já no primeiro disco. E seguiu em toda velocidade, reinventando-se a cada lançamento. Em 25 anos de carreira, ela encarnou a adolescente rebelde e sedutora, a mulher transgressora, a ativista política, a vaqueira, a lésbica, a dominatrix, a respeitável senhora inglesa, a mística e, agora, interpreta a perua boxeadora de cílios postiços e cabelos encaracolados.</p>
<p>&#8220;Cada personagem que Madonna cria é uma projeção dela mesma. É por isso que as suas imagens são tão poderosas&#8221;, diz a sua biógrafa Lucy O&#8217;Brien, que acaba de lançar Madonna &#8211; 50 anos. Na opinião da autora, a artista sempre soube destacar em seu trabalho temas-chave do momento: </p>
<p>&#8220;A sua men sagem de liberação sexual inspirou muitas mulheres. Não era algo novo, mas ela popularizou a mensagem feminista: seja forte, seja poderosa.&#8221; Lucy lembra da polêmica do vídeo Like a prayer, em que a cantora beija um Cristo negro, como um desses momentos de provocação muito bem articulados. &#8220;Esse clipe criou uma tempestuosa controvérsia nos EUA, que têm uma longa história de escravismo e segregação racial&#8221;, diz. Embora tal atitude não provoque mudanças sociais efetivas, acabam encorajando o debate: &#8220;Como tem um público gigantesco, deve ter mobilizado muita gente para votar ao manifestar seu apoio a Barack Obama e enfatizar a importância dessa eleição.&#8221; <strong>O flerte democrata acontece junto com sua volta aos eua depois de oito anos em Londres. Mesmo antes do retorno a nova York, cidade que fez sua fama, contribuiu para levantar o astral pós-11 de setembro com o hino dance i love new York. ou seja: na trajetória de Madonna, nada é mera coincidência.</strong> Como não foi coincidência o rompimento de um contrato de 25 anos com a gravadora Warner e a assinatura de uma parceria inédita no meio musical com a produtora de shows Live Nation no valor de US$ 120 milhões. Essa mudança se deu no ano passado, num momento em que o setor vive a maior crise de sua história. Existe um consenso no meio artístico de que hoje a forma mais segura de ganhar dinheiro com música é fazendo grandes concertos. Como mulher de visão, Madonna percebeu isso antes de muita gente.</p>
<p>A obsessão da cantora por empreendimentos bem-sucedidos vem desde garota, quando seu pai costumava premiar suas notas boas na escola com outras notas: as verdinhas de dólar. Na lógica de Madonna, que é devota da cabala, tudo é trabalho. E trabalho tem de ser bem-feito e muito bem pago, definindo um perfil de mulher empreendedora. Empresário da cantora por 15 anos, o produtor Bert Padell descreve seu temperamento: <strong>&#8220;Tínhamos de mandar para ela uma cópia de todos os cheques que preenchíamos e só podíamos passá-los adiante depois que ela nos ligava e nos dava um ok.&#8221;</strong></p>
<p>Atualmente brigado com a irmã, Christopher Ciccone conta em seu livro como ficou mal ao ter de devolver à casa de leilões Sotheby&#8217;s algumas paisagens do século XIX que havia arrematado para enfeitar uma de suas casas. Madonna suspeitava de superfaturamento na compra dos objetos de decoração. Colecionadora de arte (possui telas de Frida Kahlo, Diego Rivera, Pablo Picasso e Tamara de Limpicka), ela gosta também de investir em imóveis milionários. Ao todo, possui nove propriedades, distribuídas por Nova York, Los Angeles e Londres, seu atual foco de compras. Na capital inglesa tem uma casa de dez quartos em estilo georgiano em Marylebone (US$ 10,5 milhões), um prédio de cinco andares (US$ 2,4 milhões) onde funciona o Kaballah Hotel, outro onde fica a sede do Kaballah Center (US$ 5,4 milhões), duas casas adjacentes à de Marylebone para a criadagem (US$ 9 milhões) e o Pinchbowl Pub (US$ 3,75 milhões), localizado no chique bairro de Mayfair. Ainda na Inglaterra fica a casa de campo de Ashcombe (US$ 18 milhões), que foi do fotógrafo Cecil Beaton. Nos EUA, a cantora é dona de uma cobertura no Upper West Side de Nova York (US$ 3 milhões) e de uma mansão em Beverly Hills (US$ 12 milhões), em Los Angeles. Na separação da cantora, sacramentada na sexta-feira 21, Ritchie abriu mão de receber metade da fortuna da ex-esposa, direito que teria segundo as leis britânicas. Bem que ele gostaria de ficar com o pub: é lá que se refugiava para tomar suas cervejas sem o assédio dos paparazzi.</p>
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		<title>Aptidões para ter sucesso na carreira</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 03:02:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bento Peixoto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ISTOÉ A exigência por profissionais multicompetentes é cada vez maior no mundo corporativo. Saiba quais as habilidades mais valorizadas.Se você admira o estilo dos vitoriosos técnicos Bernardinho, campeão pela seleção masculina de vôlei, e Luiz Felipe Scolari, o Felipão, que levou o Brasil ao tetracampeonato mundial de futebol, atenção. O mundo corporativo procura pessoas que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><br />
<strong>ISTOÉ</strong> A exigência por profissionais multicompetentes é cada vez maior no mundo corporativo. Saiba quais as habilidades mais valorizadas.<o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Se você admira o estilo dos vitoriosos técnicos Bernardinho, campeão pela seleção masculina de vôlei, e Luiz Felipe Scolari, o Felipão, que levou o Brasil ao tetracampeonato mundial de futebol, atenção. O mundo corporativo procura pessoas que tragam os melhores resultados, como fazem esses treinadores. Mas não só isso. Um profissional requisitado tem de ser estratégico, empreendedor, pró-ativo e rápido. &#8220;Bernardinho é monolítico, não muda. Para ele, vale o &#8216;nós conversamos e eu decido&#8217;. Felipão é diretivo, adepto do &#8216;ele conversa e ele decide&#8217;&#8221;, compara o professor Léo Bruno, da Fundação Dom Cabral (FDC), de Minas Gerais, um centro de excelência de desenvolvimento de executivos, empresários e empresas. <strong><span style="font-weight: normal; font-family: Verdana">&#8220;Mas para as corporações, hoje, o funcionário em altos cargos tem de ser flexível e adaptável.&#8221;<span>  </span></span></strong></span></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><strong><span style="font-weight: normal; font-family: Verdana"><span><span id="more-296"></span></span></span></strong></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">No Brasil, as seis maiores empresas de headhunters colocam no mercado aproximadamente 500 profissionais por ano em cargos de alta gestão. A demora para se achar um executivo multicompetente é a reclamação de muitos CEOs. &#8220;Seis meses, eles dizem, o dobro de antigamente&#8221;, pontua o professor Bruno, da Dom Cabral. &#8220;Um dos problemas é que o chefe procura uma pessoa à sua imagem e semelhança, com a cabeça dele.&#8221; Hoje, porém, é a turma da &#8220;geração X&#8221; que está no mercado. Entre 26 e 36 anos, essas pessoas pensam diferente dos seus superiores. Muitos têm uma relação casual com o poder e perseguem como ideal um cargo dentro da sua especialidade, um salário razoável e qualidade de vida.<o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Aos que não querem trilhar o caminho da especialização, um alento é que todas as pessoas podem se tornar líderes e obter sucesso na carreira. Mais: várias empresas têm suas competências corporativas pré-definidas, que podem ter pesos diferentes dependendo da profissão e do nível hierárquico. ISTOÉ ouviu grandes organizações, CEOs, headhunters e acadêmicos e levantou as qualidades mais importantes para quem tem a ambição de escalar degraus com o foco voltado para o topo.<span> </span></span><strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Liderança</span></strong><strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"> </span></strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">O regente de uma orquestra é a personificação dessa qualidade. Profundo conhecedor de diversos instrumentos, ele tem à sua volta vários outros músicos, afinados como ele, mas especialistas em um tipo de som. A tarefa do maestro é extrair o melhor de cada um e fazer o grupo atingir um nível de excelência que, sozinho, não atingiria. O 10º Fórum Global de Liderança da Unesco, que reuniu executivos e acadêmicos na Sibéria no mês passado, levantou quatro novos paradigmas &#8211; além dos antigos poder e autoridade &#8211; da liderança. Segundo o órgão, o líder tem de ser uma influência responsável e equilibrada, perseguir objetivos de interesse comum com a sua equipe, ser coerente (caminhar do jeito que fala) e fecundo. Um dos membros do comitê de liderança da Unesco, o professor Léo Bruno, da Fundação Dom Cabral (FDC), explica: &#8220;Um líder não deve deixar que determinismos como &#8216;tudo que nasce, se desenvolve, atinge um pico, declina e morre&#8217; aconteçam na empresa. Ele tem de ser um superador de obstáculos.&#8221;<span> </span></span><strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Flexibilidade </span></strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Com a autoridade de quem coloca no mercado cerca de 100 pessoas nas posições mais altas das organizações, o headhunter Luiz Wever, diretor-sócio da Ray &amp; Berndtson, uma das cinco maiores empresas de consultoria e capital humano do mundo, tem uma visão peculiar sobre essa habilidade: &#8220;Mudar de idéia não é um problema. Hoje, o crime é demorar para fazer isso.&#8221; Os jovens executivos têm uma certa deficiência nesse quesito. Pelo menos é o que demonstra uma pesquisa feita pelo professor José Valério Macucci, do Ibmec São Paulo. Numa autoavaliação, cerca de 1.500 executivos que cursaram as aulas de liderança e gestão de pessoas na instituição atribuíram as menores notas para a qualificação &#8220;flexibilidade&#8221;. Em uma era de discernimento &#8211; etapa seguinte à da informação &#8211; como a de hoje, a idéia da flexibilidade/adaptabilidade é cada vez mais preponderante para que se possa saber como usar o conhecimento de forma efetiva na organização.<span> </span></span><strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Comunicação </span></strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Respeite para ser respeitado e diga sempre a verdade &#8211; com habilidade. Essas são regras fundamentais para evitar mal-entendidos e insatisfação no ambiente de trabalho. &#8220;É preciso ser franco, direto e emitir opiniões às vezes desagradáveis, mas com justiça&#8221;, diz Taís Junqueira, diretora executiva da Fundação Estudar, que concede bolsas de estudo para graduação e pós-graduação no Brasil e Exterior e é reconhecida como um centro de excelência na seleção e no desenvolvimento de talentos. Saber gerar impacto e interesse em todas as direções &#8211; para cima (chefes), para baixo (subordinados) e para os lados (clientes e fornecedores) &#8211; é também essencial para o executivo. &#8220;Tem que saber ouvir e se comunicar, especialmente nas formas não-verbais, para criar empatia. É preciso olhar nos olhos e não fazer cara de desinteresse ou ficar digitando no computador quando solicitado por subordinados&#8221;, afirma Simon Franco, presidente da Simon Franco RH e pioneiro na área de headhunter no País.<span> </span></span><strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Maturidade emocional </span></strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">É uma habilidade que, geralmente, vem com a experiência e a idade. É dotado dessa característica o profissional que, no momento de crise, pondera e conduz a equipe à melhor solução. &#8220;Ele faz parte da solução, não do problema. O executivo imaturo resolve tudo no grito&#8221;, pontua o professor Macucci. A falta dessa maturidade, com o tempo, corrói a base de compromisso e satisfação no ambiente de trabalho. Ao contrário do que ocorria há dez anos, o mundo empresarial testa e referenda essa habilidade. É comum em entrevistas o candidato ser inquirido a expor sua atitude diante de uma grande crise profissional. Maturidade emocional foi o que faltou no episódio do acidente aéreo do vôo 3054 da TAM, que resultou na morte de 187 pessoas <st1:personname ProductID="em São Paulo" w:st="on">em São Paulo</st1:personname>, há um ano. &#8220;O presidente da empresa se omitiu por três dias e, quando falou, veio com uma conversa obtusa&#8221;, pontua Macucci. Esse decisão, segundo ele, colocou o executivo como parte do problema para a TAM, que o desligou do cargo mais tarde.<span> </span></span><strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Capacidade de trabalhar <st1:personname ProductID="em equipe Se" w:st="on">em equipe <span style="font-weight: normal">Se</span></st1:personname><span style="font-weight: normal"> você é daqueles que não aceitam receber tarefas além da sua alçada de atuação, cuidado. Desenvolver uma carreira de sucesso hoje exige que o profissional coloque as necessidades urgentes da empresa acima da descrição convencional do que compete ao seu cargo. Demonstrar espírito de equipe é a qualidade mais valorizada por Claudia Sciama, 31 anos, gerente comercial do Google. &#8220;Duas pessoas do meu time estão de férias. Todo mundo está se desdobrando no escritório, pensando e se esforçando pela meta do colega. E ninguém reclama por fazer isso&#8221;, diz. Publicitária de formação, Claudia foi vendedora de cachorro-quente nos Estados Unidos antes de ingressar no mercado de tecnologia, no qual foi pioneira na comercialização de links patrocinados, a maior fonte de renda dos sites de busca. &#8220;Quando atingimos nossos objetivos, nos abraçamos e até choramos juntos, pois todos saem ganhando.&#8221;</span></span></strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><span> </span></span><strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Visão global </span></strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">O headhunter Simon Franco lança mão da seguinte metáfora para ilustrar a importância de enxergar além da própria mesa de trabalho e conhecer a empresa e os concorrentes: &#8220;O universo dos negócios é como um jogo de xadrez. Os amadores esperam a jogada do rival para só depois pensar em como mexer suas peças. Já os profissionais vislumbram três, quatro jogadas à frente, no mínimo.&#8221; Os meios de comunicação são como atalhos para todas as partes do mundo e quem almeja uma carreira bem-sucedida tem que buscar as soluções utilizando as diversas ferramentas disponíveis. &#8220;Encontrar pessoas que tenham uma visão sistêmica do mercado é das tarefas mais difíceis&#8221;, diz a gerente de recrutamento e seleção da Ambev, Renata Brecailo. Aos 30 anos, ela é a responsável pelo programa de trainee da empresa, pelo qual passaram 25% dos profissionais que atualmente trabalham em posições estratégicas da companhia no Exterior.<span> </span></span><strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Iniciativa </span></strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Há 21 anos na PepsiCo, o carioca José Talarico, 53 anos, passou pelos cargos de consultor júnior, sênior, gerente e diretor até atingir a vice-presidência do grupo (alimentos e bebidas). Identificar e superar obstáculos de forma pró-ativa sempre esteve em sua pauta. É o que ele chama de &#8220;pensar fora da caixa&#8221;. &#8220;Isso significa forçar a saída da zona de conforto e permitir ser guiado pelo instinto, desde que possua as ferramentas técnicas próprias e maturidade profissional.&#8221;<o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">O headhunter Luiz Wever, que mantém contato com CEOs das melhores empresas do Brasil, conta que eles dizem preferir um executivo que acerte 70% das vezes (não sempre), desde que o profissional seja rápido e pró-ativo. &#8220;Quando você vai além do seu trabalho e traz resultados, deixa a sua marca&#8221;, ensina Diego Milred, 33 anos, diretor de marketing da American Express.<span> </span></span><strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Experiência internacional </span></strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">No mundo globalizado, as oportunidades não estão restritas ao bairro, à cidade ou mesmo ao país em que se vive. É importante ter uma rede de relacionamentos internacional e disponibilidade para ir atrás de bons negócios, onde eles estiverem. &#8220;O mundo está ficando mais plano e as movimentações internacionais se intensificaram, principalmente de cinco anos para cá&#8221;, afirma Marcelo de Lucca, diretor da Michael Page, empresa de recrutamento de executivos para média e alta gerência. Formado em administração de empresas, Diego Milred, 33 anos, teve experiências profissionais na França, nos Estados Unidos e na Inglaterra e passou por grandes multinacionais antes de chegar à American Express, onde está há seis anos. &#8220;Vesti a camisa das empresas onde trabalhei e agia como se fosse ficar 20 anos nelas. Mas sempre mantive a curiosidade por novos desafios e nunca tive medo de recomeçar&#8221;, diz ele. O executivo já planeja novos passos para o futuro. &#8220;Gostaria de trabalhar em algum país asiático.&#8221; </span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Aprendizado constante </span></strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">&#8220;Não basta ser apenas bom. É preciso ser o melhor.&#8221; Esse tem de ser uma espécie de mantra para aqueles que buscam o sucesso na carreira. Para isso, o profissional precisa ter sede de saber e conhecimento e ir além da lição de casa. Atualmente, por exemplo, a empresa que não tem como premissa a sustentabilidade (social, ambiental e humana) não atende às necessidades do mercado. Para tanto, é fundamental que o executivo tenha uma inquietude natural pelo novo, esteja permanentemente buscando aprender e interagir com alternativas para fazer o melhor. &#8220;Não ser o dono da verdade absoluta, saber escutar e reconhecer que a sua idéia não é a mais apropriada é um ato de competência executiva&#8221;, ensina Talarico, CEO da PepsiCo.</span></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><span>  </span><o:p></o:p></span></span> </p>
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		<title>Vitória é a 3ª melhor cidade do país para se fazer carreira</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 13:27:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bento Peixoto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ A Gazeta - 16/07/2008 – Diná Sanchotene (dsanchotene@redegazeta.com.br) e Dani Costa (dcosta@redegazeta.com.br)       Vitória está entre as três melhores cidades brasileiras para se trabalhar. O resultado foi apontado pela pesquisa Carreiras 2008, divulgada ontem, elaborada pela Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape), da Fundação Getulio Vargas (FGV).   Foram avaliados os perfis de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><o:p> </o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">A Gazeta - 16/07/2008 – Diná Sanchotene (dsanchotene@redegazeta.com.br) e Dani Costa (dcosta@redegazeta.com.br) <span> </span><o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><span>  </span><br />
  </span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"></span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><strong>Vitória está entre as três melhores cidades brasileiras para se trabalhar. O resultado foi apontado pela pesquisa Carreiras 2008, divulgada ontem, elaborada pela Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape), da Fundação Getulio Vargas (FGV).</strong><br />
<span>  </span><br />
Foram avaliados os perfis de 127 municípios, a partir de critérios que ultrapassam o crescimento econômico: a qualidade de vida também é importante para o profissional, mostra a pesquisa. <br />
<span id="more-252"></span><br />
A Capital do Espírito Santo, que em 2007 conquistou o nono lugar, neste ano ficou atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro, primeira e segunda colocadas, respectivamente. No Estado, também foram pesquisados os municípios de Vila Velha (63ª colocação), Serra (42ª), Cariacica (118ª) e Cachoeiro de Itapemirim (99ª).<span>  </span><br />
<span>  </span><br />
O Núcleo de Gestão de Carreiras da Ebape da FGV, avaliou três variáveis: Educação, Saúde e Economia. <span> </span><br />
<span>  </span><br />
Na área de Saúde, foi avaliada a quantidade de profissionais e de leitos, disponíveis por mil habitantes. Já no setor de Educação, a pesquisa avaliou os seguintes números: de graduação, de mestrado, de doutorado, matrículas em cursos de graduação e de concluintes de graduação.<br />
<span>  </span><br />
Já no seguimento de Economia, foram pesquisados o Produto Interno Bruto (PIB) per capita do município, bem como o Imposto Sobre Serviços (ISS) per capita.<br />
<span>  </span><br />
<strong>Saudável <span> </span></strong><br />
<span>  </span><br />
O grande destaque para Vitória ficou na área de Saúde. Este ano, a Capital ficou em primeiro lugar entre as cidades estudadas. Em <st1:metricconverter ProductID="2007, a" w:st="on">2007, a</st1:metricconverter> colocação foi a 34ª. Já em economia, Vitória atingiu o segundo lugar geral no ranking.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Segundo os pesquisadores, o destaque econômico foi atribuído a fatores ligados ao complexo portuário e à indústria de base (como mineração e siderurgia), que geram efeitos positivos para a economia local.<span>  </span><br />
<span>  </span><br />
A gerente do Grupo Foco de Recursos Humanos, Josiara Novo, acredita que o Espírito Santo está ganhando este destaque devido ao crescimento nos setores de petróleo, mineração e portuário, que estão gerando novos empregos. Além disso, muitas empresas e obras estão chegando à cidade, com isso, outro segmento que ganha destaque é a construção civil.<br />
<span>  </span><br />
Na avaliação do hadhunter da Catho no Espírito Santo, Elias Gomes, crescimento atraiu crescimento. &#8220;O mercado de trabalho local é atrativo também para profissionais de outros Estados. A economia cresce rápido, e as carreiras estão turbinadas&#8221;, destacou.<br />
<span>  </span><br />
<strong>Ela saiu de São Paulo em busca de uma chance <span> </span></strong><br />
<span>  </span><br />
A instalação de novas empresas de energia atraíram profissionais do setor e estudantes das mais diversas graduações. Fernanda Lisboa, 28 anos, enxergou, de longe, uma oportunidade. Formada <st1:personname ProductID="em Relações Internacionais" w:st="on">em Relações Internacionais</st1:personname>, saiu de São Paulo rumo a Vitória com o propósito de estudar o curso tecnológico Petróleo e Gás. &#8220;Vim em busca de um excelente mercado que me trouxesse uma carreira promissora&#8221;, conta Fernanda. Com três amigos de faculdade, ela montou uma empresa de consultoria de petróleo e gás. &#8220;Hoje posso dizer, daqui não saio mais&#8221;, relata a consultora.<span>  </span><br />
<span>  </span><br />
<strong>Análise <span> </span></strong><br />
<span>  </span><br />
<strong>Exportando profissionais <span> </span></strong><br />
<span>  </span><br />
Para <strong>Aridelmo Teixeira</strong>, Diretor-presidente da Fucape Business School, os números mostrados hoje na pesquisa tendem a melhorar. Ainda vivemos muitas expectativas, que logo serão concretizadas. A área de energia, com o petróleo e gás, é um dos campos responsáveis por isso. O Estado nunca apresentou tantos profissionais qualificados como agora. Antes, as empresas que vinham se instalar aqui traziam trabalhadores de outros Estados. Essa qualificação profissional é um dos fatores que contribuíram para que Vitória fosse apontada como uma boa cidade para ter uma carreira. Muitas empresas buscam aqui o ambiente adequado para se instalar. Essa &#8220;geração do conhecimento&#8221; que vemos agora é formada por jovens mais pragmáticos, que se profissionalizam nas áreas que sabem que vão precisar de demanda. Eles mantêm o sonho de fazer a profissão que queriam, especializando-se nas áreas que se transformam em carreiras promissoras. Essa é uma vantagem competitiva que logo nos fará ser referência em exportação de profissionais.<span>  </span><o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><span>  </span><o:p></o:p></span></p>
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