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	<title>Marketing Profissional &#187; publicidade</title>
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	<description>Ferramentas de marketing</description>
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		<title>Vendo cofres</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Aug 2008 15:47:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bento Peixoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[estratégia]]></category>
		<category><![CDATA[propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>
		<category><![CDATA[vendo cofres]]></category>

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		<description><![CDATA[    O vendedor de cofres parado esperando o freguês.    A publicidade vende atributos intangíveis que não podem ser comprados, mas que satisfazem muito mais do que qualquer produto. E as pessoas inconscientemente pagam por aquilo que falta em suas vidas rotineiras.    Rotina. Se existisse um veneno contra criação, essa palavra apareceria em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><o:p> </o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><a href="http://www.marketingprofissional.com/wordpress/wp-content/uploads/2008/08/vendocofres.gif" title="vendocofres.gif"></a></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><a href="http://www.marketingprofissional.com/wordpress/wp-content/uploads/2008/08/vendocofres.gif" title="vendocofres.gif"></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.marketingprofissional.com/wordpress/wp-content/uploads/2008/08/vendocofres.gif" alt="vendocofres.gif" /></p>
<p></a></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">  </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">O vendedor de cofres parado esperando o freguês.  </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">  </span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">A publicidade vende atributos intangíveis que não podem ser comprados, mas que satisfazem muito mais do que qualquer produto. E as pessoas inconscientemente pagam por aquilo que falta em suas vidas rotineiras.<span>  </span><o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><span>  </span><o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Rotina. Se existisse um veneno contra criação, essa palavra apareceria em letras garrafais no rótulo. Como ainda não inventaram, sinto que tomo um gole imaginário todos os dias – e um bem maior sempre que almoço na praça de alimentação de qualquer shopping. Afinal, pior do que falta de opção, só a abundância de opções indesejáveis. E já que capitalismo saiu vitorioso da Guerra Fria, restou ao proletariado o direito de optar entre vários fast foods.<span>  </span><o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><span>  <span id="more-281"></span></span><o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Terminado o almoço, pago o estacionamento – é o único momento em que o shopping não me dá outra opção – e sigo de volta para a agência de propaganda guiado pela minha inseparável rotina. No caminho, sempre passo em frente a uma caminhonete encostada perto de um parque com uma faixa “<em><span style="font-family: Verdana">Vendo cofres</span></em>”. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Dentro, vários cofres pesados de metal em todos os formatos e tamanhos. Ao lado, um senhor pacato sentado em um banquinho lendo jornal à espera de sua freguesia. Todos os dias, na mesma hora, no mesmo lugar. Mas nunca consegui entender direito o que ele faz ali.<o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Já cheguei até a cogitar a hipótese de ser apenas um seqüestrador vigiando de tocaia alguma possível vítima. Logo dei-me conta de que seria um disfarce óbvio demais – e vender redes, por exemplo, traria muito mais mobilidade para uma pessoa com más intenções. A pergunta, portanto, permanece sem resposta: o que aquele senhor espera? Será que ele realmente imagina que alguém em sã consciência, ao passar por ele, comprará um cofre por impulso? E caso algum louco sinta uma vontade irresistível de levá-lo, como irá transportar?<span>  </span><o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><span>  </span><o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Pensando bem, esse senhor não faz nada diferente do que muitos de nós fazemos todos os dias: vendemos simplesmente por vender. Sem pensar no público. Sem entender melhor o produto. Uma prática que tem se incorporado cada vez mais à rotina das agências de propaganda – que, muitas vezes, são tratadas como “salvadoras da pátria” de produtos com um potencial de venda tão baixo quanto o de um cofre. <span> </span><o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><span>  </span><o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">A estratégia de comunicação, portanto, acaba sendo a do “vamos primeiro chamar atenção para depois decidirmos o que faremos com ela”. E, ironicamente, na criação ‘para ontem’ acabamos esquecendo do amanhã.<span>  </span><o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><span>  </span><o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Mas a internet (sempre ela) conseguiria dar um jeito nos negócios do tio da caminhonete. Se eu fosse a agência dele, brincaria exatamente com o fato de ser um produto inapropriado para uma venda direta. Assim, em vez de valorizar seus atributos, subverteria completamente o fluxo da comunicação e chamaria a atenção do público através dos pontos negativos de um cofre – para só depois dar um sentido lógico a tudo aquilo.<span>  </span><o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><span>  </span><o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Compliquei? Então explico.<o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Em vez de uma simples chamada vendedora, colocaria somente um endereço na faixa: <em><span style="font-family: Verdana">www.vendocofres.com.br</span></em>. <span> </span><o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><span>  </span><o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Portanto, quem passasse de carro por ela ficaria tão intrigado quanto eu fico todos os dias. As pessoas, então, entrariam correndo na internet para tentar entender a cena inusitada que acabaram de presenciar. E dariam de cara com um site de investimentos com a mensagem: “<em><span style="font-family: Verdana">Quer um cofre? Então aprenda a juntar dinheiro pra guardar dentro dele</span></em>”. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Ou seja, em vez de vender o produto, eu venderia um conceito maior, mais abrangente e que atinge públicos de todas as rendas – principalmente os que nunca teriam “motivos” suficientes para ter um cofre <st1:personname ProductID="em casa. E" w:st="on">em casa. E</st1:personname> seguiria uma mudança de foco na comunicação que as grandes empresas têm feito hoje <st1:personname ProductID="em dia. Todas" w:st="on">em dia. Todas</st1:personname> se deram conta de que é muito mais poderoso anunciar a liberdade do que um mero carro. Sonhos realizados em vez de fundos de previdência. Vida saudável no lugar de comidas light. Saúde financeira, não cofres.<o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Assim, a publicidade vende atributos intangíveis que não podem ser comprados, mas que satisfazem muito mais do que qualquer produto. E as pessoas vão, inconscientemente, pagando por tudo aquilo que falta em suas vidinhas rotineiras: paz, amor, segurança, carinho, tranqüilidade, tempo para brincar com os filhos. Afinal, o vencedor capitalismo já conseguiu encher as pessoas suficientemente de produtos e sanduíches com picles. Falta agora dar de volta tudo aquilo que um ser humano realmente precisa.  <o:p></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">   </span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Se eu fosse um pseudo-filósofo, concluiria esse texto dizendo que os produtos se transformaram em “metonímias das carências humanas”. Mas como sou apenas um publicitário, prefiro voltar à ação de guerrilha dos cofres – que é bem mais divertida. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">E como o absurdo é carro-chefe dessa empreitada, faria com que ele se tornasse ainda maior: levaria a ação para outros lugares. Já pensou se ele vendesse cofres na areia da praia? Ia chamar mais atenção do que qualquer outro vendedor – e se a verba fosse suficiente, ainda anunciaria o endereço do site naquele aviãzinho que sobrevoa as orlas. Um monomotor vendendo cofres? Perfeito. E o melhor: quebraria a rotina de todas aquelas pessoas que esperavam ver os tradicionais anúncios de protetor solar.  <o:p></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">   </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Por falar em rotina, mudarei a minha amanhã. Ao passar pela caminhonete, vou encostar o carro e trocar uma idéia com o tio. Não sei se ele vai topar (ou entender) meus planos. Mas, pelo menos, vai parar de ler o jornal para me ouvir por, no mínimo, 30 segundos. Só que dessa vez, sem temas óbvios.  </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><span style="font-weight: normal; font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"></span></span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><span style="font-weight: normal; font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">  </span><o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><o:p>  </o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span></p>
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		<title>Jornais dão sinal de vigor</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 01:37:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bento Peixoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Jornais dão sinal de vigor]]></category>
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		<description><![CDATA[EXAME &#124; Paula Barcellos &#124; 29.05.2008 No pelotão dos emergentes Em países como Brasil, China e Índia, os jornais dão um inesperado sinal de vigor e se afastam da imagem de decadentes. No livro The Vanishing Newspaper (traduzido no Brasil como Os Jornais Podem Desaparecer?, editora Contexto), o jornalista americano Philip Meyer faz previsões apocalípticas sobre o destino [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><font face="Verdana"><span class="iniciotexto2"><span style="font-size: 10pt; color: windowtext; line-height: 150%">EXAME </span></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">| Paula Barcellos | 29.05.2008<o:p></o:p></span></font></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"></span></span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">No pelotão dos emergentes<o:p></o:p></span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"></span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Em países como Brasil, China e Índia, os jornais dão um inesperado sinal de vigor e se afastam da imagem de decadentes.<o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><o:p> </o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">No livro The Vanishing Newspaper (traduzido no Brasil como Os Jornais Podem Desaparecer?, editora Contexto), o jornalista americano Philip Meyer faz previsões apocalípticas sobre o destino dos jornais de seu país: “Em 2043, o jornal impresso morrerá nos Estados Unidos, quando o último leitor, cansado, abandonar a última edição amarrotada”. O vaticínio do veterano repórter do grupo Knight Ridder, que controla mais de 30 jornais espalhados pelo país, pode ser exagerado, pode até nunca se concretizar, mas não parece absurdo diante da contínua queda na circulação e na publicidade dos maiores jornais dos Estados Unidos. Em 2007, houve redução de 3,5% na circulação dos periódicos americanos. Dois dos maiores e mais prestigiados diários do país, The New York Times e Los Angeles Times, perderam, em média, 5% de suas tiragens. A receita publicitária do setor enfrentou no ano passado a maior queda da história, o equivalente a 4 bilhões de dólares, ou 10% do total. A principal causa desse fenômeno é a concorrência com a internet, com mais de 220 milhões de usuários no mercado americano, segundo a empresa de pesquisas Nielsen/NetRatings. Enquanto os jornais viram sua participação encolher no bolo publicitário, os anúncios em internet cresceram 19%, o equivalente a 2,2 bilhões de dólares, apenas em 2007. “Não sei se continuaremos imprimindo o The New York Times em cinco anos”, disse <st1:personname ProductID="em janeiro Arthur Sulzberger" w:st="on">em janeiro Arthur Sulzberger</st1:personname> Jr., presidente do jornal mais influente do mundo.<o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><span id="more-168"></span> </span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Em um cenário tão dramático, era compreensível que previsões catastróficas também fossem traçadas para outros mercados e que se decretasse a decadência dos jornais como uma tendência irreversível em escala global. No entanto, as estatísticas do setor mostram uma situação diferente, particularmente em nações emergentes, como Índia, China e Brasil. Nesses três países, os jornais têm apresentado uma vitalidade já esquecida no mercado americano. Nos últimos cinco anos, a circulação de diários na China aumentou 16% e o faturamento em publicidade 58%. Na Índia, no mesmo período, a circulação cresceu 53% e a publicidade 85%. No Brasil, os números não são tão espetaculares, mas ainda assim expressivos para um setor que apresentou forte queda na circulação há cinco anos.<o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Em <st1:metricconverter ProductID="2007, a" w:st="on">2007, a</st1:metricconverter> circulação paga de jornais aumentou 12% em relação a 2006, quase o dobro do crescimento registrado no ano anterior — a maior alta dos últimos 15 anos. E o investimento publicitário nos jornais brasileiros cresceu quase 22% no primeiro trimestre de 2008 em comparação ao mesmo período do ano passado. Na televisão aberta, meio de comunicação que concentra 65% dos investimentos em publicidade, houve crescimento de 12,6%, ficando abaixo da média do mercado, que cravou 15%.<o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Por trás do crescimento da indústria de jornais em países como Brasil, Índia e China está o aumento do poder aquisitivo de sua população e a inclusão de um novo tipo de leitor. Ainda que a internet cresça rapidamente (só no Brasil, o número de usuários aumentou 27% e passou de 35,3 milhões para 45 milhões entre 2006 e 2007), os jornais vêm conseguindo atrair leitores das classes C e D, a grande massa de novos consumidores que impulsionam a economia brasileira. Assim como querem comprar o primeiro carro, uma TV maior ou um celular, as classes C e D desejam ter acesso a um tipo de informação que no passado não tinham condições de pagar. E, assim como ocorre em outros mercados de consumo, a tendência é que esses consumidores sejam iniciados pelas publicações mais acessíveis. No Brasil, um estudo do Instituto Verificador de Circulação (IVC) dá uma idéia desse movimento. Em 2000, dos 20 maiores jornais do país, cinco eram populares e representavam apenas 30% da circulação. No ano passado, dos 20 maiores, nove eram populares e a circulação deles, reunida, já correspondia a mais de 45% do total. O jornal SuperNotícia, de Belo Horizonte, é o exemplo mais significativo desse fenômeno. Criado em 2002, com tiragem diária inicial de 6 000 exemplares, o SuperNotícia dobrou de tamanho em 2005. No ano seguinte, a circulação decuplicou, atingindo 135 000 exemplares, e em 2007 alcançou 300 000, o que o tornou o jornal mais vendido do Brasil, à frente da Folha de S.Paulo. A posição foi mantida por dois meses e, atualmente, o SuperNotícia vende em média 240 000 exemplares, a segunda maior venda avulsa no país. A fórmula do jornal é moldada aos emergentes leitores da classe C: apelo popular, preço baixo (25 centavos), distribuição de brindes e uma agressiva estrutura de vendas na capital mineira. “Há um potencial grande de crescimento a partir da estabilidade econômica”, diz Antonio Athayde, diretor executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ).<o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><o:p> </o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">A entrada das classes C e D na base de leitores dos jornais aumentou, de forma considerável, a quantidade de anúncios publicados por determinados setores nos veículos populares e também nos tradicionais. As operadoras de telefonia, por exemplo, aumentaram as verbas publicitárias destinadas a jornais em 82%, passando de 228 milhões de reais em 2006 para 416 milhões em 2007. O setor financeiro e de seguros, embalado pelo aumento na oferta de crédito à população de baixa renda, elevou quase 30% os investimentos em publicidade nos jornais. E as verbas da indústria automobilística, seguindo o mesmo raciocínio, cresceram 26%. “A mídia impressa é decisiva para influenciar a compra, uma vez que é nos anúncios de jornais e revistas que o consumidor se informa sobre os detalhes do produto e da forma de pagamento, enquanto o comercial de TV serve mais para despertar a atenção para o produto”, diz João Batista Ciaco, diretor de marketing de relacionamento e publicidade da Fiat. Mas nenhum setor tem apostado tão fortemente em jornais quanto o imobiliário. As incorporadoras e as imobiliárias investiram no ano passado cerca de 2,6 bilhões de reais em anúncios, 800 milhões a mais do que em 2006. “Existe até uma competição pelos melhores espaços nos jornais, as chamadas páginas nobres nos cadernos mais importantes”, diz Ubirajara Spessotto, diretor da Cyrela, uma das maiores incorporadoras do país. “As incorporadoras imobiliárias começaram a perder espaço para as montadoras de carros, que antes ficavam restritas aos suplementos de veículos. Tivemos de adotar uma postura mais agressiva e aumentar os investimentos para garantir esse espaço.”<o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><o:p> </o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">O bom momento do mercado brasileiro de jornais, em circulação e em receita publicitária, atraiu grupos estrangeiros, como o sueco Metro International e o português Cofina, especializados em jornais de distribuição gratuita. Associados a empresários locais, eles lançaram, em 2006, o Metro e o Destak, respectivamente. Ambos são distribuídos nas ruas de São Paulo, com tiragem média de 150 000 exemplares cada um. Metro e Destak têm formato tablóide e são dirigidos às classes A e B, com textos curtos e diagramação que valoriza fotos, próprios para ser lidos no trânsito ou nos deslocamentos pela cidade — as edições são planejadas para ser lidas em, no máximo, 20 minutos. O modelo de negócios desses jornais é ancorado unicamente em publicidade. “Nossos anúncios são mais caros, mas isso é parte da estratégia, uma vez que nosso público também é diferenciado”, diz Adriano Santin, executivo de marketing do Metro. Assim como o Destak, o Metro veio para o Brasil pelas mesmas razões que têm atraído o interesse de empresas de outros setores. “A Metro International percebeu que, com o aquecimento da economia, havia um nicho a ser explorado”, diz Santin. O grupo sueco prepara-se agora para editar o Metro em outras grandes cidades das regiões Sul e Sudeste do Brasil. Talvez um sinal de que a profecia de Philip Meyer e as dúvidas de Arthur Sulzberger Jr. não se aplicam a países emergentes como o Brasil.<o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><o:p> </o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><o:p> </o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><o:p> </o:p></span></p>
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		<title>Produtoras</title>
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		<pubDate>Tue, 13 May 2008 12:59:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bento Peixoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Generalidades]]></category>
		<category><![CDATA[proatividade]]></category>
		<category><![CDATA[produtoras]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Produtoras: Uma nova geração para a nova comunicação  O mundo mudou e, mais do que isso, as pessoas mudaram. E isso exigiu a transformação da publicidade, uma vez que o impacto deve ser diferenciado. O mundo muda sim, mas a produção áudio-visual o acompanha.  Num passado muito recente uma produtora recebia um roteiro e executava. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Produtoras: Uma nova geração para a nova comunicação<o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><o:p> </o:p></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">O mundo mudou e, mais do que isso, as pessoas mudaram. E isso exigiu a transformação da publicidade, uma vez que o impacto deve ser diferenciado. O mundo muda sim, mas a produção áudio-visual o acompanha. </span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%" class="MsoNormal">
Num passado muito recente uma produtora recebia um roteiro e executava. Trabalho esse que gerou boas parcerias e filmes memoráveis. Mas hoje não é mais assim. As produtoras são procuradas para opinar em projetos, trocar idéias, buscar formatos diferenciados, novas maneiras de comunicar&#8230; sempre de forma a multiplicar a verba, segmentar a mensagem e chegar ao objetivo final: fazer-se perceber pelo público. </p>
<p><o:p><span id="more-111"></span></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><br />
Atualmente os profissionais de produtoras lançam no mercado suas idéias inovadoras para tv, para cinema, celular ou internet. Ou&#8230; tudo isso junto (e por que não?). Com pequenas adaptações dentro de uma mesma verba, faz-se um programa de tv de 30 minutos, que se transforma num programete, depois num dvd e ainda em um filme para o site da marca. O céu é o limite quando se tem criatividade e se conhece o assunto. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><br />
Essa nova geração de produtoras tem projetos customizados, cujo custo x benefício é de encher os olhos. Mas ainda tem uma atuação tímida. A “revolução” está acontecendo e as coisas estão acompanhando a velocidade do mundo. Estamos mudando afinal! Há 4 anos, era impensável toda essa discussão. Não se via um anunciante como o Bradesco, por exemplo, bancar programetes específicos para o público esportista, veiculando peças somente na SporTV, na campanha desenvolvida em 2005. Ou clientes como a TAM investindo em filme feito exclusivamente para internet no lançamento de seu vôo diário para Milão. <o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><br />
De um lado, a necessidade cada vez mais presente de se fazer comunicação segmentada. De outro, a pulverização de mídias, formas diferenciadas de se chegar até as pessoas. Nada mais coerente do que surgirem produtoras com capacidade para desenvolver conteúdo para esses canais. Produtoras feitas de profissionais de diversas áreas: roteiristas, documentaristas, gente de televisão, profissionais do cinema, de tecnologia e de novas mídias.<o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><br />
Nessa corrida, saem na frente àquelas pró-ativas que, mais do que esperar o mercado acordar para essas possibilidades, procuram a inovação, falando diretamente aos públicos de interesse. Peças que chamem a atenção desse consumidor inquieto, munido de controle remoto, cada vez mais exigente e pragmático. Conteúdos que vão além do intervalo comercial, espaço que está com seus dias contados, ou pelo menos no formato que o conhecemos hoje. <br />
A nova geração de produtoras cria, é parceira da agência, faz render a verba, olha o material de forma inteligente e transforma-o em várias frentes de comunicação. É uma geração antenada com as mudanças. Com a nova publicidade. E que veio para ficar. Sandra Jonas é sócia-diretora da Estação 8. Colaboração de Gerson Luiz Pereira, publicitário.</span><span style="font-size: 10pt; color: #333333; line-height: 150%; font-family: Arial"><o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; color: #333333; font-family: Arial"><o:p></o:p></span></p>
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		<title>Elemidia lança novo site</title>
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		<pubDate>Thu, 01 May 2008 01:14:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bento Peixoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[elemídia]]></category>
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		<description><![CDATA[Ferramenta destaca operações em novos ambientes e inova com o acesso a consultas sobre a utilização do veículo, que já impacta mais de 4,1 milhões de pessoas por semana.   Maior empresa de mídia digital out-of-home da América Latina, a Elemidia iniciou suas operações em 2003, com a instalação de telas digitais em elevadores de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ferramenta destaca operações em novos ambientes e inova com o acesso a consultas sobre a utilização do veículo, que já impacta mais de 4,1 milhões de pessoas por semana.<br />
 <br />
Maior empresa de mídia digital out-of-home da América Latina, a Elemidia iniciou suas operações em 2003, com a instalação de telas digitais em elevadores de edifícios corporativos. E, a passos largos, vem consolidando sua presença em vários ambientes, tais como, shoppings centers, hotéis, lojas de conveniência, universidades e academias, distribuídas entre São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória, Belo Horizonte, Goiânia, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, além de Buenos Aires, na Argentina.</p>
<p><span id="more-98"></span><br />
 <br />
Para acompanhar a velocidade de sua expansão, a empresa aposta em novas formas de comunicação com o mercado, destacando o lançamento do novo site, agora, mais dinâmico, funcional e prático. O site permite o acesso, via download, de consulta detalhada da abrangência da Rede Elemidia, pesquisas do Instituto Datafolha, tabelas de preços para anunciantes, seleção dos melhores filmes veiculados na Rede, além de simulações do conteúdo nos diferentes formatos de telas.<br />
 <br />
Em sua home page traz as mesmas notícias veiculadas nos monitores da Rede, em tempo real, além de números atualizados de telas instaladas nos diversos ambientes de atuação. “Para atender a demanda internacional, incluímos também uma versão no idioma espanhol e a em inglês estará disponibilizada nos próximos dias”, explica o diretor de marketing, Flavio Polay.<br />
 <br />
Rede Elemidia<br />
No total, a Elemidia possui 2.166 monitores em operação e conta com crescente adesão dos principais anunciantes brasileiros e algumas das mais conceituadas marcas do mundo. “Somente em 2007, a empresa conquistou mais de 400 anunciantes entre eles, Casas Bahia, Unilever, Microsoft, Coca-Cola, Fiat, Nestlé, Samsung, Intel, Nokia, McDonald’s, Petrobras e Visa”, comenta o presidente da Elemidia, Felipe Forjaz.</p>
<p>Para saber mais acesse <a target="_blank" href="http://www.elemidia.com.br">www.elemidia.com.br</a></p>
<p>FONTE: Assessoria de Imprensa <a target="_blank" href="http://www.wcomunicacao.com.br">wcomunicacao.com.br</a></p>
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		<title>O poder do canudinho</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 14:28:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bento Peixoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[mídia]]></category>
		<category><![CDATA[promoção]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Mídia, Serviço e Criatividade.   Quem passou pelo Shopping Praia da Costa neste ultimo sábado, 26/5, entrou pelos canudos.  Uma promoção de uma casa de sucos trazia a criatividade, o serviço e mídia a baixíssimo custo numa ação, como diria Sergio de Paula, “no mínimo, instigante”. Um simples canudo de se tomar suco ou refrigerante abrigava, muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font face="Arial"><a target="_blank" href="http://www.marketingprofissional.com/wordpress/wp-content/uploads/2008/04/canudinhoginga.jpg"><img src="http://www.marketingprofissional.com/wordpress/wp-content/uploads/2008/04/canudinhoginga.thumbnail.jpg" alt="canudinhoginga.jpg" /></a></font></strong></p>
<p><font face="Arial">Mídia, Serviço e Criatividade.</font><font face="Arial"> </font><font face="Arial"> </font></p>
<p><font face="Arial">Quem passou pelo Shopping Praia da Costa neste ultimo sábado, 26/5, entrou pelos canudos.</font><font face="Arial"> </font></p>
<p><font face="Arial">Uma promoção de uma casa de sucos trazia a criatividade, o serviço e mídia a baixíssimo custo numa ação, como diria Sergio de Paula, “no mínimo, instigante”.</font><font face="Arial"> </font><font face="Arial">Um simples canudo de se tomar suco ou refrigerante abrigava, muito bem enroladinha dentro dele, uma mensagem em homenagem ao Dia do Coração.</font><font face="Arial"> </font></p>
<p><font face="Arial">A mensagem, num pequeno impresso, convidava o distinto público a refletir sobre as condições de uma boa alimentação e o trato afetivo com a bomba cardíaca.</font><font face="Arial"> </font></p>
<p><font face="Arial">O que mais importa nessa “audiência” da mídia, foi a presença macissa da peça nas mãos de todos que andavam pelo Shopping. Demonstração inequívoca do apreço à criatividade, ao serviço prestado e carinho pela mídia, o canudinho.</font><font face="Arial"><strong> </strong></font> </p>
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		<title>Ã‰tica na publicidade</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 01:15:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bento Peixoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma peÃ§a de publicidade sÃ³ Ã© eficiente quando hÃ¡ uma compreensÃ£o clara por parte daqueles a quem ela Ã© dirigida, da natureza dos sÃ­mbolos nela utilizados e sua relaÃ§Ã£o com as coisas que o anunciante deseja oferecer. Em outras palavras, a Propaganda deve ter a capacidade de atingir em cheio o consumidor, com base em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma peÃ§a de publicidade sÃ³ Ã© eficiente quando hÃ¡ uma compreensÃ£o clara por parte daqueles a quem ela Ã© dirigida, da natureza dos sÃ­mbolos nela utilizados e sua relaÃ§Ã£o com as coisas que o anunciante deseja oferecer. Em outras palavras, a Propaganda deve ter a capacidade de atingir em cheio o consumidor, com base em sua Ãºnica arma, os SÃ­mbolos.<br />
Os SÃ­mbolos na Publicidade surgem como elementos que transmitem uma determinada mensagem, que pode ser explicita ou implÃ­cita. A peÃ§a publicitÃ¡ria pode dizer de forma clara â€œConsumidor, consuma issoâ€, ou pode usar formas mais sutis para vender o produto ou serviÃ§o anunciado.</p>
<p>O marketing parte da idÃ©ia que o papel de uma empresa Ã© identificar e atender uma necessidade que exista no mercado. Cabe Ã  publicidade transmitir aos consumidores a notÃ­cia que determinada empresa possui a soluÃ§Ã£o ideal para essa necessidade.<br />
A questÃ£o Ã© que as pessoas normais geralmente fazem uma relaÃ§Ã£o direta dos sÃ­mbolos apresentados nos comerciais com aquilo que eles efetivamente representam. Por exemplo, a maioria dos xampus leva lanolina em sua composiÃ§Ã£o, que Ã© uma substÃ¢ncia extraÃ­da da lÃ£ dos carneiros. Essa lanolina tem a capacidade de tornar os cabelos macios e brilhantes. Mas os publicitÃ¡rios, em geral, nÃ£o dizem muita coisa a respeito das propriedades da dita substÃ¢ncia em suas peÃ§as. Apenas mostram mulheres sensuais com cabelos esvoaÃ§antes e bonitos, que Ã© a mensagem a ser transmitida, ou seja, se as pessoas utilizarem aquele xampu, as chances de seus cabelos ficarem como os apresentados na peÃ§a publicitÃ¡ria sÃ£o grandes.</p>
<p>Quando Charles Revson, fundador da Revlon, disse que â€œNa fÃ¡brica nÃ³s fazemos cosmÃ©ticos, na loja vendemos esperanÃ§a&#8221; passou a mensagem que a indÃºstria de cosmÃ©tico nÃ£o vende produtos de beleza, vende esperanÃ§a.<br />
Por esta esperanÃ§a, os consumidores pagarÃ£o cerca de cinqÃ¼enta vezes mais o valor da substÃ¢ncia usada no xampu que os publicitÃ¡rios expuseram tÃ£o habilmente por meio de sÃ­mbolos.</p>
<p>A publicidade Ã© uma das ferramentas do Marketing mais expostas aos problemas Ã©ticos. A mensagem transmitida deve garantir que o Produto chame a atenÃ§Ã£o dos clientes potenciais, mas Ã© bastante difundida a idÃ©ia de que, num mercado que seja muito competitivo, seja difÃ­cil atingir esse objetivo de uma forma que nÃ£o implique em nenhum tipo de comportamento anti-Ã©tico. NÃ£o se compra um automÃ³vel, compra-se status. NÃ£o se compra uma roupa, compra-se aceitaÃ§Ã£o. Com a cerveja nÃ£o estamos comprando o extrato vegetal que, por suas propriedades, afeta o sistema nervoso de forma psicologicamente valiosa, estamos comprando amizade, personalidade legal, entrosamento e assim por diante. Em cada um desses casos, espera-se que o consumidor tenha a capacidade de discernir aquilo que ele estÃ¡ buscando e o que realmente estÃ¡ alcanÃ§ando com a compra de um determinado bem.</p>
<p>A discussÃ£o Ã© antiga e continua atual.<br />
AtÃ© que ponto a Ã‰tica deve nortear as aÃ§Ãµes de uma empresa?<br />
Hoje em dia, a idÃ©ia de empresa responsÃ¡vel, seja tanto ambientalmente quanto em suas relaÃ§Ãµes com o consumidor, Ã© amplamente difundida e comeÃ§a a dar bons frutos. Os defensores da prÃ¡tica Ã©tica pelas organizaÃ§Ãµes insistem que quanto mais uma empresa agir com responsabilidade, mais ela se fortalecerÃ¡ devido a uma boa imagem criada na mente dos consumidores.</p>
<p>Ã‰ inevitÃ¡vel pensar como deve ser uma campanha publicitÃ¡ria totalmente norteada pela Ã‰tica. SerÃ¡ que uma propaganda de cerveja que transmita os reais efeitos da bebida sobre o consumidor seria eficiente? Ou se um outdoor mostrasse o seguinte slogan: â€œCarro X, aquele que o leva para o lugar onde vocÃª precisa ir!â€, as pessoas ficariam interessadas em adquirÃ­-lo apenas pelo real benefÃ­cio do automÃ³vel?<br />
A soluÃ§Ã£o encontrada pelas empresas parece ser a de ligar seus produtos com outras emoÃ§Ãµes que nÃ£o apenas a necessidade de satisfazer um desejo, como Ã© o caso do sabÃ£o em pÃ³ que Ã© parceiro de uma infÃ¢ncia suja de lama e barro, e por isso mesmo feliz.</p>
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