Posted on julho 20th, 2008 in
Educação
A Gazeta – 20/07/2008 – Cristiano Stefenoni – stefenoni@redegazeta.com.br
Quando o assunto é qualificação profissional, a opinião costuma ser unânime: ela é indispensável. Aliás, 95% dos trabalhadores entrevistados pela Interactive Brasil reconhecem a necessidade de fazer cursos. O problema é que, desse total, apenas 15% está em algum treinamento. Poucos tiram dinheiro do bolso para se qualificar.
Às vezes o profissional tem condições de pagar um bom curso, mas não o faz. O motivo? Ele espera que os outros paguem para ele. “As pessoas esperam que as empresas invistam neles”, afirma o educador da Interactive, César Kyn D’Ávila.
O impasse ocorre porque, segundo a pesquisa, o funcionário não está disposto a pagar caro por um curso de curta duração. “As pessoas não estão dispostas a pagar preços exorbitantes por cursos de 16 a 48 horas. O problema é que é difícil cursos com boa metodologia e preço acessível”, ressalta D’Ávila.
Contudo, segundo o especialista em Gestão Corporativa, Werner Kugelmeier, esse pensamento deveria ser revisto. Ele afirma que, quando a pessoa consegue juntar dinheiro, deve investir em cursos rápidos e sugere: “Ao escolher um curso é fundamental praticar networking, conhecer os professores, pegar dicas com outros profissionais e manter-se atualizado. Tem que fazer o dinheiro valer a pena”, diz.
Números
500 reais – É o máximo que a pessoa está disposta a pagar por um curso de qualificação, segundo pesquisa da Interactive Brasil.
Motivos para investir na carreira
Atualização. Não há escapatória. Ou você investe em cursos de qualificação ou ficará obsoleto. Mesmo quem possui grande experiência em uma área, precisa estar atualizado com as novas tecnologias e tendências do mercado para poder oferecer algo novo à empresa e fazer com que ela cresça, assim como você.
Networking. Quando você volta para a sala de aula, automaticamente conhece pessoas de outras empresas, com culturas e conhecimentos diferentes dos seus. É uma ótima oportunidade para aumentar sua rede de contatos, afinal de contas, nunca se sabe quando você vai precisar deles.
Dinheiro. Investir em qualificação é aplicar bem o dinheiro, mesmo quando o curso escolhido deixa de ser usado ou não atendeu suas expectativas. Conhecimento adquirido não é perdido.
Currículo. A melhor forma de uma empresa saber se o profissional está atualizado o suficiente para acompanhar o crescimento dela é por meio do currículo. Nele o gestor observa quantos, quais e quando foram feitas as atualizações profissionais. Esses dados vão mostrar se a pessoa está em sintonia com o que está acontecendo no mundo.
Promoção. Investir em qualificação profissional é, sem dúvida, um dos caminhos mais seguros para quem busca uma promoção na empresa, bem como um aumento salarial. Quem pouco faz, pouco merece.
Bem-estar. É incômodo trabalhar com colegas que possuem especializações, mestrado, doutorado, viagens internacionais e, você, nada. Falta até assunto para conversar. Investir na carreira, antes de tudo, é uma atitude que demonstra amor próprio, que aumenta a auto-estima e resulta em uma motivação extra para o trabalho e para a vida.